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Quarta, 10 de agosto de 2022
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Apenas por ser mulher, Mônica vive o desafio de ser desacatada na sua profissão

Na segunda reportagem da série com mulheres que representam o empoderamento feminino, conheça a história da Guarda Civil Mônica Moreira

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Na próxima segunda-feira (8) é comemorado o Dia Internacional da Mulher, data que faz alusão à luta do público feminino frente a nossa sociedade. Uma celebração anual que marca a manifestação pela igualdade de direitos civis e em favor das mulheres.

Muitos avanços já foram alcançados nesta luta pela igualdade, mas ainda há muito a se fazer para que essa luta, um dia, seja apenas uma marca simbólica. Preconceito de gênero, jornadas de trabalho desiguais, covardias disfarçadas de responsabilidades incondicionais, submissão, disparate em remuneração, dentre outros enfrentamentos, são noticiados e propagados no nosso dia a dia. Mas, na contrapartida desses obstáculos, o Site da Serra preparou uma série de entrevistas com 5 mulheres que representam o empoderamento feminino da Serra.

Mônica Moreira, 35 anos, moradora de Maringá, casada e mãe de uma menina. Todos os dias ela deixa sua casa para cuidar da segurança e da ordem dos serranos. Guarda Civil da Serra, ela vence o medo, enfrentando ainda, o preconceito e o desacato de homens que não aceitam serem abordados por uma mulher.

“Em determinadas regiões, onde o tráfico domina e em grande maioria são homens, quando eu saio da viatura dando voz de abordagem, a maioria dos homens olha para trás, faz cara de deboche ou respondem de qualquer jeito às perguntas feitas. Não há respeito. Mas, quando é um outro homem que dá essa voz, existe mais respeito”, declara Mônica.

O sonho de trabalhar em prol da segurança pública foi despertado desde a infância e, atualmente como Guarda Civil, ela está se realizando, colocando em prática o desejo de atuar para uma sociedade mais organizada, contribuindo para o cumprimento da ordem. Apesar dos entraves por atuar numa área com predominância masculina, Mônica vislumbra um futuro mais igualitário para os gêneros.

“Percebo que há mais oportunidades, mais vagas para as mulheres. Na verdade, já melhorou um pouco, ainda tem muito a melhorar. Mas, antigamente era bem menos, a mulher é parte importante nesse segmento, em termos de organização, são eficientes, observadoras, cautelosas. Eu acredito que precisamos de mais mulheres nesse segmento”, pontua.

Assim como no seu sonho de infância de trabalhara na segurança pública, Mônica acredita que um futuro com mais igualdade de gêneros, sem preconceitos e socialmente mais justo para homens e mulheres, está nas crianças. De acordo com a guarda civil, a divulgação correta das informações, o diálogo e a discussão deste tema é a base para um futuro melhor.

“Acredito sim, que no futuro possa mudar, porque a nossa geração hoje, de crianças, elas estão crescendo numa exposição um pouco maior com relação a esse assunto. Então eu acredito que no futuro nós tenhamos uma sociedade com a mente um pouco mais aberta em relação à igualdade de gênero”, finaliza.

Créditos (Imagem de capa): Acervo Pessoal

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