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Quarta, 10 de agosto de 2022
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Espírito Santo

Com 17 anos, estudante capixaba é premiada por pesquisa sobre inteligência artificial na saúde

A motivação da aluna veio de casos de câncer na família e o sonho de cursar engenharia elétrica fora do país

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Inquieta por descobrir que, apesar de 94% das unidades públicas de saúde do Brasil terem computador e acesso à internet, apenas 6% dos hospitais da Região Sudeste, que apresenta o índice mais alto, utilizam inteligência artificial para otimizar diagnósticos, a estudante capixaba Lara Gomes Chieppe decidiu desde fevereiro deste ano, por conta própria, pesquisar mais sobre o assunto.

O resultado foi a elaboração da pesquisa “Algoritmo de Inteligência Artificial DenseNet para a Automação da Diagnose de Doenças Detectáveis por Imagens de Ressonância Magnética”, reconhecida recentemente na última Feira Brasileira de Jovens Cientistas (FBJC), com o Prêmio Estreante Destaque e o segundo lugar na categoria Ciências Exatas e da Terra.

Com 17 anos e cursando a 3ª série do Ensino Médio do Centro Educacional Leonardo da Vinci, Lara analisou em seu estudo a possibilidade de automatizar o processo de diagnose de tumores cerebrais por meio da análise de imagens de ressonância magnética, que muitas vezes é um trabalho repetitivo.

“Com isso, se reduziria o tempo de identificação da situação, garantindo que o tratamento comece mais rapidamente, o que minimizaria o índice de mortalidade, e permitiria que o médico focasse mais na promoção do bem-estar do paciente”, explica.

De acordo com a estudante, isso pode ser feito por meio do “treinamento” de um algoritmo, a partir do fornecimento de um conjunto de dados reais, que alcançou precisão diagnóstica superior a 90%. “Essa tecnologia é financeiramente acessível e pode ser processada em computadores comuns, apesar de em equipamentos mais robustos rodar com mais eficácia. Futuramente, também pode ser criado um aplicativo de uso intuitivo, que poderia ser amplamente baixado nas máquinas de hospitais”, cogita.

A motivação da aluna para se dedicar ao tema veio de casos de câncer na família e do sonho de cursar Engenharia Elétrica em alguma universidade dos Estados Unidos.

“Com o objetivo de participar de processos seletivos no exterior, sempre procurei enriquecer meu currículo com atividades extracurriculares que são valorizadas lá. A Feira foi uma experiência enriquecedora. Não tinha expectativa de ganhar, mas torcia pelo melhor. Escolhi este tema por que sempre passou em minha mente o quanto poderíamos detectar com mais certeza e menor tempo as doenças, prolongando assim a vida do paciente”, explica a jovem, que também é estudante do programa High School, equivalente ao Ensino Médio americano, do Centro Educacional Leonardo da Vinci.

Créditos (Imagem de capa): Divulgação

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