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Segunda, 27 de junho de 2022
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Espírito Santo

Eco101 lança campanha para acabar com o assédio sofrido pelas trabalhadoras do pedágio

Racismo e injúria são relatados por trabalhadoras das praças de pedágio

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As trabalhadoras das praças de pedágio da Eco101 de todo Brasil contarão com uma campanha educativa lançada pela concessionária para coibir e eliminar o assédio moral e sexual sofrido durante o trabalho nas praças de pedágio.

Uma cena comum nas rodovias é o motoristas e/ou passageiros de automóveis lançarem mão de ofensas, cantadas, injúria, dentre outros modos de depreciação das trabalhadoras. A campanha “Assédio, pare. Trafegue pela via do respeito!” pretende educar e conscientizar os usuários das rodovias.

A operadora Jessica Bergamini, que trabalha na via expressa da praça de pedágio, passou por situações de assédio enquanto realizava suas funções. “Quando um usuário para a cancela por algum problema no TAG, a gente faz a verificação antes de realizar a liberação do veículo. Nesse dia, eu estava atendendo uma pessoa e um outro motorista ficou retido na cabine automática. Foi quando ele começou a me xingar e usar termos ruins. É realmente muito triste ser desmerecida pelos outros, ainda mais enquanto está fazendo seu trabalho”, conta.

Um dos pontos da campanha busca, justamente, estimular que as denúncias sejam formalizadas pelos canais corretos. É importante divulgar e falar sobre o tema, pois os assédios acontecem mesmo em ambiente público e movimentado, como uma rodovia.

Vilmara de Oliveira também passou por algo parecido na pista de pagamento automático. “Uma vez eu estava na pista e um usuário que possui TAG para pagamento automático da tarifa não conseguiu passar, pois o dispositivo estava bloqueado. A pessoa que estava no carona do veículo se irritou e começou a falar que eu não sabia trabalhar, que a TAG estava em dia, começou a me filmar e falar para mim e para outros motoristas que eu queria pegar o dinheiro deles. Foi uma sensação muito ruim e eu pedi para minha colega continuar o atendimento, pois eu já estava sem condições. Lá mesmo no local tive apoio do meu supervisor, que conversou comigo e me acalmou”, lembrou.

Racismo

A operadora Ludmilla Lima passou por uma situação de racismo. “Era um dia tranquilo e eu estava na pista automática quando um veículo parou por estar com a TAG bloqueada para a passagem. Conforme o procedimento, fui até o veículo para verificar a situação e fazer a cobrança manual. Nesse momento, muitos motoristas buzinaram e uma pessoa que estava em um dos carros gritou: ‘você está aqui porque não estudou, né? Sua nega imbecil’. Consigo lembrar de tudo, fiquei muito triste com a fala racista, chorei muito porque estou no final da faculdade e é um desafio conciliar tudo”, relembra a situação.

Autopercepção

A campanha é estendida para os colaboradores que trabalham nos pedágios e nas pistas por meio de treinamentos e distribuição de uma cartilha sobre assédio moral e sexual em ambiente de trabalho. O objetivo é desenvolver tanto a autopercepção de quem está sendo violado, o que muitas vezes tende a ser normalizado por questões culturais, quanto a de quem está praticando assédio.

A empresa busca inibir esse tipo de comportamento e estimular que sejam feitas denúncias por meio de seu canal de ética (podendo manter o anonimato), pela ouvidoria ou diretamente ao RH. “A nossa empresa repudia atos de assédio sexual e moral. Todo e qualquer tipo de abuso é absolutamente inaceitável, pois fere não apenas a política da empresa, mas a ética das relações. A campanha visa justamente a alertar todos – colaboradores e usuários – quanto a essas práticas criminosas e também reafirma o nosso compromisso de combater o assédio na empresa, além de estar ao lado dos colaboradores prestando todo o apoio necessário”, explica o coordenador de Recursos Humanos da Eco101, Cristiano Tavares.

Denuncie

Disque 100 – Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher

Disque 181 – Denúncia Anônima

Disque 190 – Ciodes, urgência policial e socorro

Créditos (Imagem de capa): Pixabay

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