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Sábado, 04 de dezembro de 2021
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Cotidiano

Sheyla Martins: voz e estilo que despretensiosamente surpreendem

Numa noite de sábado, passeando por Colina de Laranjeiras fui tomada por uma voz encantadora

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Colina de Laranjeiras já se tornou um bairro atrativo para morar e aos poucos tem se tornado um local de lazer para todos os públicos. Bares, restaurantes, lanchonetes, food truck, feirinhas, de tudo um pouco é possível encontrar por lá.

Despretensiosamente, numa noite de sábado, saí para passear e comer. Dentre as várias opções entre comida japonesa, lanche, pizza, churrasco e outras mais, deixei o local que escolhi para satisfazer meu paladar e caminhei de volta para casa, quando fui tomada por uma voz encantadora. Não só a voz, mas o estilo de Sheyla Martins dominou a minha atenção. Entrei e me surpreendi.

Com um repertório que vai de Adelle a Queen, a cantora despertou minha curiosidade sobre sua carreira e olha o que descobri: Sheyla é uma apaixonada pela Serra. Confira a entrevista:

Site da Serra |Como iniciou sua carreira e com quantos anos?

Sheyla Martins | Minha carreira como cantora teve início ainda muito nova. Aos 4 anos de idade eu já cantarolava. Aos 10, ainda sem muita perspectiva de seguir por este caminho, mas ciente de uma vontade louca de cantar, ingressei no coral da Igreja Católica, o qual era regido pelo Maestro e Cantor Erudito, Márcio Neiva, muito conhecido aqui no Espírito Santo.

Aos 16, fui convidada para fazer parte de um Coral Italiano, regido pelo Maestro italiano Antônio Depeccatti, chamado Circulo Italiano e foi uma das experiências mais incríveis que desfrutei.

Durante este período eu fazia pesquisa e “aulas” com os cantores que eu admirava, Whitney Houston, Aretha Franklin, Mariah Carey, Celine Dion... Tentava imitá-las e reproduzir o que elas faziam. Mas então, aos 18 eu ingressei no Núcleo Integrado de Canto – NIC (hoje não existe mais), que era uma escola de Música particular sob a direção da Cantora Erudita Elaine Rowena e Joao Schmidt.

Fiz algumas aulas de canto lírico com ela, mas minha paixão era canto popular, pela afinidade com o estilo pop rock. Depois, cantei em dezenas de bandas aqui no Espírito Santo e viajávamos o estado inteiro e fora dele, fazendo apresentações em festas de casamento, formatura, aniversários e desde então não parei mais.

Site da Serra | Qual a sua relação com a Serra?

Sheyla Martins | Eu nasci em Vila Velha, morei em Cariacica minha vida toda, e há 1 ano e 7 meses me mudei para a Serra. Mas aí, me casei, e optamos por residir aqui. E sinceramente, apesar de toda minha família ainda residir em Cariacica, eu amo morar na Serra.

Site da Serra | Sua carreira é solo ou em banda?

Sheyla Martins | Atualmente faço as duas coisas. Hoje sou vocalista da Banda Cidade Sol, a qual tem mais de 20 anos de atuação no mercado capixaba e é muito conhecida aqui na Serra, e, paralelamente, dei início a uma jornada solo, juntamente com meu esposo, que no caso é o baixista das duas bandas.

Site da Serra | Como foi o período da pandemia para você e os músicos mais próximos?

Sheyla Martins | Nossa, foi bem complicado. A música para nós além do prazer em executar um trabalho artístico, a alegria em se apresentar e ver a receptividade das pessoas, é um segunda ou mesmo terceira fonte de renda para nós. Em alguns casos, chega a ser a fonte de renda principal para muitas pessoas. E imagina, ficar sem poder fazer o seu trabalho, tudo fechado, todas as festas canceladas?

Foi bem difícil e os boletos não esperam. As contas continuam chegando e ainda, foi justamente no mês que me casei. Tipo, nos casamos numa semana, na outra os shows foram cancelados e foi decretado lockdown. E daí a gente ficava pensando: e agora? Aluguel para pagar, casa pra mobiliar, as contas chegando, foi um sufoco. Mas, como o meu Deus é um Deus que não dorme, graças a Ele deu tudo certo e conseguimos passar quase que ilesos por este período.

Site da Serra | E agora, com o retorno das atividades, como vocês estão?

Sheyla Martins | Quando começaram a liberar os bares e restaurantes para música ao vivo e me ligaram marcando a data de retorno, pensa numa pessoa que ficou eufórica! Foi a melhor notícia em todos os tempos.

Não só pelo fator monetário que, sem hipocrisia iria nos tirar do sufoco, mas por saber que as coisas estavam caminhando e que os índices de mortes estavam caindo.

Agora que as restrições de fato acabaram, eu amo e aproveito ao máximo cada show que fazemos, com banda ou solo, dou mais valor à liberdade sabe? Gosto de ver no rosto das pessoas essa conexão que a gente cria enquanto canta as músicas.

Site da Serra | O que representa cantar para você?

Sheyla Martins |Cantar é a melhor sensação que já experimentei na vida. A música tem um poder incrível de conectar pessoas, sempre falo isso nos meus shows. Música e perfume tem uma função ímpar na vida da gente. São capazes de nos remeter a lembranças de situações que marcaram nossas vidas, sejam boas ou ruins.

Em meu repertório tem várias músicas que quando as interpreto, me lembro do meu pai, já falecido, pois eram músicas que eu ouvia quando ele ligava o rádio. Outras músicas me lembram da época de escola ou de uma notícia na TV.

Entende? Música é conexão. A música toca na alma, por isso a sensação de arrepio quando você ouve determinada música ou ouve um solo de guitarra. E sabe quando isso fica melhor, quando as pessoas cantam com você, aí é surreal.

Acompanhe Sheyla Martins pelo Instagram, clique aqui.

Créditos (Imagem de capa): Acervo Pessoal

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